terça-feira, 24 de junho de 2014

É amanhã!

Hello everybody!

   Hoje completei um ano de USA e amanhã estou voltando ao Brasil. Os últimos dias aqui foram nostálgicos, com um toque de tristeza e ao mesmo tempo a felicidade por estar voltando. 
No último Sábado, me despedi do meu boy mais velho, o Zach. Ele estava indo para o summer camp e com toda aquela empolgação de criança que vai fazer uma coisa diferente na vida, ele me deu um abraço rápido dizendo " I will miss you Jessica, and we can skype sometimes" e partiu. Por outro lado, meu pequeno monstrinho Josh está partindo meu coração. Ele tem demonstrado muito afeto e carinho por mim e eu percebo o quanto ele está triste. Eu, com certeza, vou sentir falta daquele sorriso e dos abraços. Eles sentirão falta do chocolate cake e de poder repetir enquanto os pais não estão em casa, porque eu sempre deixava.
  Tudo pronto pra voltar. Achei que o sono fosse passar longe....but, I am too tired.  Going to bed soon.

See you all in Brazil!



Josh: " I built this airplane to take us straight to Brazil"

surpresinha fofa que estou deixando para eles

foi um sacrifício fechar essas malas

inspiration quotes- ganhei da minha host mom. Adorei!


quinta-feira, 5 de junho de 2014

Reta final: 20 dias!



    Lembro- me perfeitamente que, há 12 meses, meu coração estava explodindo de expectativas, faltavam poucos dias para o meu embarque. Hoje, minha situação não é tão diferente assim. É  5 de Junho, isso significa que faltam exatos vinte dias para o momento que eu ando esperando já faz tempo; voltar para casa. Meu "flight back" foi marcado em Abril pela Cultural Care, e desde então, eu estou em "countdown". Baixei um app no meu celular para facilitar essa contagem regressiva, mas a verdade é que eu nem preciso dessa ajuda, a cada alarme às 6am me acordando, eu sei quantos dias ainda tenho nesse lugar. Eu viajo dia 25: saindo da Philadelphia às 1:20 pm e chego em Guarulhos dia 26 às 7:30 am. Isso mesmo, loucura né? Me enfiaram num voo com escalas =/ Miami e Peru.

    "Como você esta se sentindo, Jess?"  essa é perguntinha que mais tenho respondido recentemente.
 Bom, é misto de ansiedade, felicidade e medo.  Primeiramente, felicidade por perceber que eu sou mais forte do que imaginava. Sabe quando você tem aquela sensação boa de dever cumprido? Então...viver um ano longe da minha família, amigos e namorado foi a experiência da minha vida, que por sinal eu achava que não fosse dar conta. Não foi fácil, porém entrou pra lista de "concluído com êxito". O ser humano é sempre mais do que pensa e no final, os esforços valem a pena.

    Ansiosa tem sido meu sobrenome. Eu deito pra dormir e não consigo. Fico imaginando: como será o reencontro com meus pais? Minha mãe chorou ao se despedir de mim, nem imagino a alegria dela ao me abraçar outra vez. Penso se devo incluir mais algum item na lista de comidas que vou pedir pra ela  cozinhar durante o mês de Julho. Imagino meu irmão me dando um abraço sem emoção alguma e dizendo "Jéssica, você tá gorda!".  Meu pai com certeza vai querer me agradar a todo momento. Será que meu namorado anda preparando alguma surpresa pra mim? O que vou sentir ao reencontrá-lo? Não sei mais como é ter alguém pra andar de mãos dadas na rua. Minhas queridas amigas, eu conto os dias para irmos ao nosso bar favorito outra vez. Ou nos encontramos para os programas de gordices. Ou nos aventurarmos em loucuras memoráveis. Ou relembrar os tempos de faculdade e ir pra um rock. Vocês são sensacionais.

    Medo por saber que o futuro é incerto e imprevisível, talvez essa seja a graça da vida, mas ás vezes assusta. A certeza que tenho é o amor de pessoas especiais, o resto... tenho planos, mas não sei muito bem como será a minha vida "pós au pair". Medo de voltar a morar com os meus pais, já não sei se consigo me adaptar as regras fúteis da minha mãe, afinal foram 5 anos e meio morando fora de casa. Medo de não conseguir um emprego talvez? Medo de estranhar nosso país emergente depois de ter conhecido o primeiro mundo. Medo de não conseguir dar continuidade aos meus planos acadêmicos, medo de encarar outra fase de namoro a distância. Ah, são tantos receios. O parte boa é que agora eu sei que medos não me impedem de viver, afinal, eu sou forte.


    Do meu ano de au pair, guardarei  flashes dos melhores momentos vividos em uma cidade maravilhosa. Eu levarei comigo dois olhares: o azul e o verde. Lembrarei dos sorrisos e de como adoravam meu bolo de chocolate. Vou lembrar de todas as regras do xadrez, uno e seven card rummy. Vou sentir falta dos abraços espontâneos e de ouvir 182 vezes ao dia "Jeeeeeeesssssica..."








terça-feira, 29 de abril de 2014

Decidi voltar. Meses depois e com 10 quilos a mais

Hello everyone!

   It feels SO weird to be back here 7 months later. Isso mesmo! Quase no final do meu lindo ano de au pair, decidi dar as caras por aqui outra vez. Eu tive mil e um motivos pra parar de escrever aqui e podem acreditar, nenhum deles foi a falta de tempo como várias au pairs dizem por aí. Ócio é o que eu mais tenho tido nesses 10 meses. Tenho mais tempo livre do que horas trabalhando pra falar a verdade. E o que eu fiz com tanto free time?? NADA! Enchi minha cabeça com pensamentos absurdos, não contive lágrimas e ansiedade, quase surtei, mas não desisti. Meu "abandono" se resumiu em tristeza e desinteresse pela vida. Calma! Eu superei muita coisa, apenas não consegui deixar de lado a vontade louca de voltar.

   Tem gente que chega e quer ficar pra sempre, gente que deslumbra no início e fica depressiva no final. Cada um tem seu próprio tempo. Eu cheguei depressiva e sem muita noção da coragem que eu teria que ter aqui. Demorei  pra aceitar a minha "nova vida", pra fazer novas amizades, pra experimentar novas comidas, pra me abrir pra um mundo repleto de possibilidades. Eu demorei MUITO até conseguir estar com corpo e mente conectados no mesmo ambiente. Finalmente, em algum momento entre meu quinto e sexto mês, eu comecei a ser positiva e desfrutar as coisas boas que esse país lindo e imenso nos oferece, comecei a enxergar as coisas boas de estar aqui...olha que são várias!  Desde então,  minha história de au pair tomou outro rumo.
    Por isso, meu conselho pra vocês que estão nessa situação: por mais difícil que seja, não desistam! Todo esforço vale a pena, contanto que você seja feliz em algum momento, claro. Afinal, persistir no sofrimento é burrice. ( frase que eu preciso incorporar na minha vida e não apenas dizer)

   E depois que passou minha fase de "adaptação", muita coisa boa aconteceu. A melhor delas, foi ter o privilégio de reencontrar amizades de infância e outras da faculdade aqui nos USA. Luiza, Karen, Manoela e Fernanda, compartilhar momentos únicos aqui na América com vocês, com certeza, acalentou minha alma e amenizou a saudade de casa. Isso é carinho e lembrança pra vida toda. Obrigada.

   A outra parte boa da minha vida de au pair chama  Milla e Carina. Tudo ficou tão mais legal, divertido e fácil depois que elas surgiram  e fizeram questão de me arrancar de casa todos os fins de semana. É muito bom quando te aceitam do jeito que você é, e eu não sou muito boa em fazer novas amizades. Acho que elas curtiram meu jeito sério, chatinha e funny sometimes. Ainda não estou indo, mas morrerei de saudade dos nossos "wild weekends" ou apenas "let's have lunch together". E por falar em comer, a parte ruim é que eu engordei bastante, tipo uns 10 ou 15 quilos (lol to exagerando). Não sei ao certo, decidir não pesar e tentar ser mais feliz. Ilusão minha...

 Das coisas legais que fiz: fui em vários shows, visitei Washington DC pela segunda vez (amo essa cidade), conclui um curso de ESL, conheci gente de vários lugares do mundo, conheci Miami e Orlando e tive as melhores férias da minha vida. Ah, e ganhei um abraço do Billie um dia desses

Mesmo não gostando, me acostumei com a comida daqui, gastei  grande parte do meu dinheiro a toa, to com a vista cansada de ver tanta gente bonita aqui, descobri que os americanos são muito estranhos, e que não existe lugar no mundo melhor que a sua própria casa e o abraço dos seus pais.


Vou tentar postar durante meus últimos meses aqui, o pior já foi, agora é a reta final e eu não vejo a hora de voltar. Não me arrependo de nada e está sendo super worth it a experiência.

Apenas cansei de ser sinônimo de saudade.

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